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O investimento social privado, de forma resumida, é a transferência voluntária de recursos para projetos de educação não formal

Transferência voluntária de recursos financeiros, materiais e de competências gerenciais oriundas de famílias, empresas, fundações e até mesmo pessoas físicas com você que está lendo esse artigo. E o terceiro setor?

Para quem não sabe é a sociedade civil organizada por meio de uma personalidade jurídica sem fins lucrativos - mais conhecidas como Organizações Não Governamentais (ONG) e ou Organizações da Sociedade Civil (OSC).

Ao contrário do conceito de filantropia ou caridade

De volta ao investimento social privado - ou ISP para os íntimos, ao contrário do conceito de caridade, que não tem o caráter transformador de uma determinada realidade social e, por essa razão, se limita a transferência de recursos sem buscar qualquer tipo de recompensa, o ISP tem uma preocupação maior, a preocupação com os resultados obtidos com o investimento realizado.

Exemplo de ISP em projeto de inserção social de adolescentes por meio do trabalho 

Nesse tipo de negócio, o investidor social muitas vezes levanta - ou pelo menos deveria levantar as mesmas preocupações que tem um cidadão ao realizar um investimento em papéis na bolsa de valores. Uma vez que no investidor em bolsa, seja ele conservador ou arrojado, é natural que o faça cercando-se de cuidados. Conforme Carlos Cordery Duprat (São Paulo 2005), esse tipo de investidor “Procura conhecer a solidez da organização em que o dinheiro será depositado, o ativo que compõem a carteira do investimento, sua liquidez e lucro”.

Retorno que o investidor espera diz respeito às transformações geradas no público alvo

Nos casos específicos de investimentos sociais, o retorno que o investidor espera diz respeito às transformações geradas com o aporte dos recursos aplicados. Para tal o ideal é que exija do beneficiário – ONG e ou OSC o plano de trabalho e indicadores que medirão os impactos alcançados com seus recursos.

Capacitação de líderes de entidades do 3° setor vinculadas a FEBIEX RJ

Por outro lado, para o Terceiro Setor - muito conhecido por desenvolver projetos de educação não formal de impacto realmente positivo, é de fundamental importância sinalizar que não há nada que possa manter um investidor social além da possibilidade de dificultar a sua evasão por meio da produção de resultados satisfatórios.

Dessa forma, usando desse critério, os investimentos em iniciativas sociais tornam-se assertivos e eficientes para as duas partes, não dando margem para desvios e erros, mas gerando profissionalismo nos processes e na relação entre as duas partes. Ademais, pensar nas organizações da sociedade civil no cenário atual é pensar na importância da inovação como forma de administrar rotinas e processos internos.

DUPRAT, Carlos Cordery. A empresa na comunidade: um passo-a-passo para estimular sua participação social. São Paulo: IDIS, 2005.