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Uma medida adotada para contornar o impacto da crise foi a aceleração do uso de ferramentas digitais em 53% das OSCs entrevistadas

Sob a coordenação da MOBILIZA e da ReosPartners, a pesquisa envolveu mais de 1.700 organizações da sociedade civil de todo o Brasil. As respostas do estudo foram coletadas por meio eletrônico no ano de 2020 - a margem de erro é de 2% e o intervalo de confiança de 95%.

O presente artigo apresenta de forma resumida o estudo, inclusive com imagens aproveitadas do próprio documento. 

No quesito Perfil das Organizações participantes, mais de 30% atuam na Assistência Social e 10% em Educação e Pesquisa.

Na opção Outro - atingindo 18% do total das respostas, significa que algumas OSCs defendem bandeiras não contempladas no estudo. 

 

Quando a pergunta diz respeito ao orçamento e a formalização das OSCs abordadas:

Orçamento de até 100 mil reais

No ano de 2019 - segundo o estudo, 21% das OSCs tinham orçamento de até 100 mil reais e 12% das entrevistadas tinham orçamento acima de 3 milhões de reais.

Quanto a formalização das OSCs, apenas 8% (coletivos, movimentos locais e etc) não tinham CNPJ, mas eram grandes o suficiente para fazer barulho - mais uma prova de que a Educação Não Formal está em todas as áreas.

Quanto aos impactos da pandemia e as ações tomadas para contornar a crise, 73% das organizações foram enfraquecidas com o freio no número de investidores sociais privados - doadores financeiros.

Aceleração do uso de ferramentas digitais de 53% 

Dentre as organizações fortalecidas se destacam às da área de saúde, mas com orçamento acima de R$ 3 milhões de reais.

Uma medida adotada para contornar a crise foi a aceleração do uso de ferramentas digitais de 53% das entrevistadas. 

Dentre as organizações que relataram terem sido impactadas pela pandemia, destacam-se OSCs da área da Cultura e Recreação, o que ocasionou na redução de ações no apoio direto às populações afetadas. Em contrapartida, dentre o recorte de organizações fortalecidas, têm destaque as organizações que atuam na área da área de Saúde.

Organizações com mais de duas décadas de atuação

Outro dado curioso, organizações com mais de 2 ou 3 décadas de atuação (fundadas na década de 90) declararam terem sido mais enfraquecidas do que as organizações mais novas.

Como hipóteses para o impacto causado está a capacidade de articulação e comunicação, adaptação ao meio digital e respectivos modelos de governança e gestão. Apesar do impacto sofrido, todas as OSCs tiveram que se reinventar à crise.

Dentre todas as OSCs respondentes, 53% relataram a aceleração do uso de ferramentas digitais e 40% foi o maior engajamento e envolvimento das equipes como impacto positivo da COVID-19.

53% Aceleração do uso de ferramentas digitais

Em termos percentuais, os impactos positivos da Covid-19 nas organizações foi de:

> 53% Aceleração do uso de ferramentas digitais para o trabalho e 40% Mais engajamento e envolvimento da equipe;

> 25% Mais visibilidade para nossa organização/para causa que defendemos e 24% Não tivemos impactos positivos;

> 20% Aproximação/aumento da comunicação com o público atendido e 8% Aumento da captação de recursos;

> 6% Aumento de voluntários ativos; 2% Contratação/aumento da equipe;

Apenas 7% das OSCs esperam ter aumento da captação

Apesar dos impactos positivos, o cenário de incertezas em relação ao futuro é bastante significativo - 21% das OSCs que responderam à pesquisa não sabem precisar qual o impacto esperado em sua captação de recursos. Quase 65% das OSCS esperam uma redução, seja significativa (44%) ou relativa (21%) e apenas 7% das OSCs esperam ter aumento da captação de recursos. 

Mas efetivamente o que causa temor é o pouco fôlego para seguir adiante de 46% das OSCs pesquisadas. Segundo elas, o orçamento disponível para operar é no máximo por mais 3 meses, sendo que 1 a cada 5 OSCs declara estar sem nenhum recurso financeiro para continuar suas atividades. 

Aumento de captação são principalmente de doações individuais 

As pequenas expectativas de aumento de captação são principalmente de doações individuais (14%), empresas, fundações e institutos empresariais (11%) e fundações e organismos internacionais (11%).

Sobrevivência ou sustentabilidade? O modelo de financiamento e a profissionalização da gestão das OSCs, especialmente de sua captação de recursos e estratégias de comunicação digital, diferenciais para a estabilidade institucional, se mostram fundamentais para enfrentar uma crise dessas proporções. 

A principal dificuldade do setor está na falta de garantia de entradas equilibradas e perenes de recursos. Ainda assim, mesmo as organizações mais estruturadas e com mais capacidade de previsibilidade, veem inúmeros desafios em 2021 pela frente.

Estratégias de captação de recursos para o ambiente digital 

A acertada aposta que muitas OSCs fazem é migrar suas estratégias de captação de recursos para o ambiente digital, entretanto pode se tornar um desafio grande para aquelas organizações que não atentaram para esse quesito antes da pandemia - já que a captação digital requer articulação em rede e comunicação digital ativa.

Na esteira desse cenário, 60% das respondentes indicam como principal necessidade incrementar a capacidade de captação de recursos no ambiente digital/remoto.

Pode acontecer com sua organização até o fim de 2020

Quanto a previsão das OSCs para esse ano, a pergunta foi: O que tende a acontecer com sua organização até o fim de 2020?

Ø 58% Continuar as atividades, com grandes mudanças/ adaptações;

Ø 24% Continuar as atividades com pequenas mudanças/adaptações; 

Ø 7%  Não sei responder; 

Ø 6% Interromper as atividades - fechar as portas;

Ø 5% Continuar as atividades sem mudanças significativas

Então, não está na hora de rever o modelo de gestão de sua OSC? Acho que sim!

Para conhecer o estudo completo, acesse aqui.