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Encontro, que seria realizado em 2020, foi adiado para junho do próximo ano por causa do caos gerado pela pandemia do Covid 19

O presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas pediu aos países-membros que “cheguem a Portugal com realizações e progressos que inspirem esperança e otimismo por um melhor futuro” em favor dos oceanos. Portugal confirmou a Conferência dos Oceanos para junho de 2022. 

Escolhas certas 

O presidente da Assembleia, Volkan Bozkır, disse que as pessoas não querem viver em um mundo de crises sucessivas. Ele realçou que o momento atual é para fazer escolhas certas “que são essenciais para o bem-estar, prosperidade e existência” humanas. 

O ministro do Mar de Portugal, Ricardo Serrão Santos, acredita que no contexto pós-pandemia, a oportunidade é para mais do que nunca se abordar a questão de conservação e uso sustentável dos oceanos de uma forma eficaz. 

Natureza

Em entrevista à ONU News, de Nova Iorque, o ministro português destacou que a pandemia ensina que o homem é parte frágil da natureza e não deve perturbá-la. 

“Está a ser uma experiência muito útil, muito interessante. Vê-se a motivação dos Estados-membros e as organizações têm para levarem para a frente a agenda dos oceanos e para levarem para frente também o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável número 14, que tem a ver, de facto, com o oceano mais saudável. Tem a ver com a conservação e a sustentabilidade do oceano e com  a sustentabilidade dos recursos vivos marinhos de que somos dependentes. De facto, há grande necessidade que cuidemos dele e que ele continue a ser produtivo.” 

Portugal quer o mundo em  “mãos à obra” para assegurar a retoma da conservação e do uso sustentável dos oceanos . Para ele, o curso “não onde foi interrompido, mas impulsionado pelas experiências boas e más” do ano de crise tendo, em mira uma transformação para as sociedades. 

 Sustentabilidade 

O presidente da Assembleia Geral diz haver cada vez maior consciência de como um oceano saudável é fundamental para uma economia saudável, ao ver países e cidades priorizando as áreas costeiras e marinhas em detrimento do turismo. 

Entre setores em ação nesse sentido estão os de proteção de áreas úmidas, esforços de combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, além do transporte marítimo e da extração de recursos.  

Bozkır apelou aos Estados que combinem e aumentem seus esforços em favor dos oceanos com novas abordagens de governança, políticas e mercados que incentivem a lucratividade e a sustentabilidade pelas pessoas e pelo planeta.  

Ele considera crucial que não se perca a oportunidade de uma “recuperação azul” para construir resiliência, especialmente em pequenos países insulares em desenvolvimento. 

Áreas costeiras 

Para Bozkir,  construir uma economia oceânica sustentável é uma das tarefas mais importantes e maiores oportunidades de nosso tempo. O processo “afeta muitos outros ODS, desde Fome Zero, Trabalho Decente e Consumo Responsável”.  

O apelo feito aos governos, às indústrias e partes envolvidas da sociedade civil e grupos de cidadãos é que continuem unindo forças para desenvolver e implementar soluções oceânicas.